terça-feira, 31 de agosto de 2010

mercadão das almas

Fonte: http://www.anda.jor.br/?p=56486
Por Laerte Fernando Levai

Em fins de 2004, no site da Vegan Pride, Adriana Bernardino escreveu uma crônica contundente falando dos horrores sofridos pelos animais expostos à venda no mercado municipal Kenji Yamamoto, na Cantareira, em São Paulo. Até então nenhuma autoridade municipal se importava com esse assunto, apesar dos protestos das entidades protetoras e dos sucessivos pedidos de providências protocolados pelo combativo advogado Rogério S. G. Gonçalves. Os animais, adultos e filhotes, vivos ou mortos, ou mortos-vivos, se preferirem, ali nada mais representavam que simples objetos de consumo: para abate, para alimentação, para rituais religiosos. Retalhados nos açougues ou paralisados de medo nas gaiolas, como bem definiu a autora, eles eram tratados como máquinas insensíveis, peças descartáveis, instrumentos para uso e gozo de seus algozes. Um campo de concentração zootécnico, aberto aos olhos de quem quisesse ver. E o poder público permanecia cego diante das evidências de crueldade.

O texto “Mercadão das Almas”, que ela ilustrou com fotografias da barbárie, fala por si. Imagens que traduziam toda a dor do mundo contida na expressão suspensa dos porcos decapitados, no olhar acuado de galos, coelhos, bodes e cabritos. Olhos que em vão pediam socorro, que em vão imploravam misericórdia. Prefiro não mais usar as fotografias, em homenagem à memória desses animais torturados e mortos. Prefiro me valer, tão somente, da força indestrutível das palavras de Adriana Bernardino. Mas houve um momento, conforme admitido pela própria autora, em que ela fraquejou: quis comprar um coelho que lhe lambera os dedos, em súplica, e, assim, salvá-lo da morte. Foi desaconselhada, todavia, a não fazê-lo, sob a justificativa de que tal atitude, embora compassiva, representaria um estímulo ao comércio perverso no mercado das almas. De qualquer modo, com o coração partido, a autora resolveu escrever sobre o que viu. Seu texto, certamente, contribuiu para que as coisas começassem a mudar.

É impressionante como o poder das palavras é capaz de ensejar transformações. Ativismo literário que desperta consciências, que pugna por justiça, que abre gaiolas, que liberta. A divulgação desse texto, pela internet, mexeu com a opinião pública, tanto que alguns meses depois as autoridades administrativas decidiram proibir a venda de animais vivos naquele estabelecimento. É claro que a medida restritiva é apenas um passo no ideal abolicionista, mas, convenhamos, um importante passo. Há centenas de mercados das almas no Brasil, com milhares de animais transfigurados pelo medo e pela dor – exatamente com ela descreveu -, bichos empalhados e que ainda respiram. Não fosse a iniciativa de algumas poucas pessoas que se indignaram com a situação, ninguém, absolutamente ninguém, intercederia em defesa das vítimas indefesas. E pensar que nosso país possui legislação proibitiva de abusos, de maus-tratos e de crueldade para com animais. Como pode…?

Melhor não dizer mais nada. Que os leitores, ao menos aqueles que ainda não conhecem o texto de Adriana Bernardino, tirem suas próprias conclusões com a leitura de “Mercadão das Almas”, que considero uma das mais belas páginas literárias que já li em favor dos animais. Crônica ativista, eu torno a dizer, porque escrita com todo o sentimento aflorado de uma alma sensível e inconformada. São ações como essas que fazem a diferença, que nos devolvem a esperança, que resgatam a crença na justiça e que nos permitem seguir em frente, na busca de tempos melhores para todos. Deixo-lhes, a partir de agora, com Adriana Bernardino:

MERCADÃO DAS ALMAS


“Porque os anjos têm asas como as aves.
Porque os homens têm pelos como os bichos.
E todos nós temos alma como Deus!”
(São Francisco de Assis)



Há homens morrendo em todos os cantos do planeta. Mortes horrendas, desnecessárias. E há homens que, enquanto não morrem, assistem ao espetáculo da violência, faces da morte distribuídas por canais de TV, pedaços de corpos disputados por jornais e revistas. É este o programa da família. Crianças acostumadas, desde a mais tenra idade, ao sadismo de seu semelhante.

Será esse o motivo? Eu procuro um motivo que justifique a frieza do homem diante do sofrimento do outro, seja lá que outro for. Foi assim com Sócrates, Cristo, Zumbi, Gandhi, Martin Luter King, Tiradentes, Lennon, garotos arremessados de um trem em movimento e tantos outros que, a seu modo, exerciam ou lutavam pela liberdade e pela paz, mas foram premiados com a cruz, com a faca, com a bala, com a bomba, com a tortura, carentes de inteligência e de sanidade.

Quais são mesmo os motivos? Ainda não sei. Ser humano sem humanidade? É um triste paradoxo. Como se um peixe que não soubesse nadar, como uma águia que se recusasse a voar. Estou perplexa.

Aqui, no Mercado da Cantareira, em São Paulo, acompanhada de meu amigo Christopher, essas interrogações me invadem. Esses porquês.

Como é que esses homens, sem humanidade, vão-se comover com animais amontoados em gaiolas, implorando por socorro, por misericórdia?

Há, por exemplo, um box especializado em venda de animais para rituais religiosos. Há pequenos bodes, cabritos e galos pretos à espera do sacrifício. Os primeiros nem lutam mais pela vida. Chegaram a lutar antes de entrar num caminhão, a milhares de quilômetros daqui. Chegaram a lutar dentro do caminhão – com berros, com chifradas – por ar, por água, por comida. Agora, presos numa cela de azulejos brancos, eles se ferem um aos outros.

Estão cegos, paralisados pelo medo e pela dor. Acaricio a cabeça de um deles, que não reage. Parece um animal empalhado. Só sei que está vivo porque o corpo esquelético respira.

Uma pessoa se aproxima. Olha os galos pretos, que gritam inconformados. Eles são valentes. Ela escolhe um. O dono do box – um homem branco, gordo, com uma expressão tão fria quanto a de um manequim de loja (terá filhos? terá um amor?) – o dono do box abre a gaiola e agarra o animal pelas pernas. O galo bem que tenta reagir: grita, bate as asas, imponente. O dono, então, levanta-o e, com precisão, arremessa sua cabeça contra a parede. Não, o bicho não morre. O homem é “bom” no que faz. Deixa-o em estado de choque, entre a vida e a morte. Porque seu novo dono o quer vivo: o ritual exige seu sangue quente.

O funcionário do box, mais falante, diz que tem dó dos bichos. Mas o que se há de fazer? “Nós cuidamos deles, passamos remédio nos olhos feridos. Mas eles se ferem novamente”, explica o rapaz, o erro dos bichos.

Chega? Não. Há também os coelhos. Um deles, cujo valor foi estabelecido em trinta reais, lambeu meus dedos quando o peguei no colo. Nunca tinha visto isso. Queria levá-lo comigo; entretanto, Christopher me disse que seria um incentivo à continuidade daquele comércio. Não levei. Hoje, sinceramente, arrependo-me.

Eu não queria ver mais nada. Mas ninguém entra num local desses impunemente. É preciso ir ao Mercado Municipal, próximo ao da Cantareira, onde também há animais. Estes, por sua vez, estão todos mortos. São exibidas cabeças de porcos dentro de um freezer transparente com o nome de “Porco Feliz”. E um anúncio grande num outro box, com os dizeres: “temos filhotes de javali”. Sim, tem gente que faz sua ceia de Natal com filhote de javali.

Estou cansada. Não aguento mais ver essas fotos nem escrever sobre o que vi. Eu só espero que as pessoas – nas festas de Natal e Ano Novo – valorizem mais o amor do que cadáveres sobre a mesa, façam mais amor do que rituais sangrentos. Porque a vida nos dá o que damos a ela. Só teremos um ano melhor se plantarmos, uma a uma, as sementes dos frutos que queremos colher.

Eu desejo a todos vocês que saibam semear com sabedoria.

Adriana Bernardino

Salve, São Francisco de Assis!

terça-feira, 29 de junho de 2010

de guaxupé a são paulo

Este cãozinho macho da foto foi "achado" no bairro Nova Floresta, onde tem aumentado, dia a dia, o abandono de filhotes. Está na MinasVet (tel.: 3551-7455) aguardando adoção. Nesta foto, "achado" com Guilherme.





O preferido dos paulistanos

Pesquisa Datafolha revela que 37% dos moradores da cidade têm cachorro em casa; a maioria desses cães é vira-lata.
(POR FLÁVIA MANTOVANI E ROBERTO DE OLIVEIRA)

Eles não são puros e têm histórico de passagem pelas ruas. Seu nome é associado ao lixo e aparece no dicionário como sinônimo de "sem classe, sem vergonha". Ainda assim, e talvez com a ajuda de uma abanadinha de rabo, os vira-latas conseguiram driblar a má fama: estão na moda e fazem companhia a milhares de moradores da cidade, de todas as classes sociais.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Datafolha, é esse o cão mais comum na casa das famílias paulistanas. O levantamento entrevistou 613 pessoas, numa amostra representativa da população de São Paulo com 16 anos ou mais.

Por ser fruto de uma mistura de raças, o vira-lata tem características muito mais variadas do que qualquer cachorro puro. Mas, na aparência física, é possível identificar um perfil médio: a maioria pesa de 10 kg a 20 kg, tem pelo curto e cor escura -é o pretinho básico, como chamam alguns protetores de animais.

Para o zootecnista e especialista em comportamento animal Alexandre Rossi, autor do livro "Adestramento Inteligente" (ed. Saraiva; 240 págs., R$ 31,40, 2009), o porte médio ajuda a sobreviver nas ruas. "Ele não é tão grande a ponto de demandar muito alimento nem tão pequeno a ponto de ser indefeso em brigas e perder na competição com outros machos para cruzar", explica.

O comportamento também muda substancialmente de um vira-lata para o outro, mas aqueles que passaram pela rua costumam ser mais espertos do que os criados em casas ou apartamentos. "O animal que passou pela rua teve que se virar, ou não estaria vivo", diz o veterinário Wilson Grassi, diretor da Anclivepa (Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais) e gerente-executivo do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal.

Segundo Alexandre Rossi, a mistura de raças costuma "produzir" um cão com competências mais equilibradas. Enquanto um animal puro pode ter mais aptidão para guarda e outro para companhia, por exemplo, o vira-lata teria uma média entre as habilidades -o que também o torna menos previsível, uma desvantagem na opinião de algumas pessoas.

A genética explica também por que os vira-latas, conhecidos como SRD (sem raça definida), são mais resistentes a doenças. Existem problemas de saúde determinados por genes recessivos, que devem estar presentes em dupla para que as complicações se manifestem.

Enquanto os animais mais puros têm mais tendência de portar os dois genes, estes acabam sendo "diluídos" com a mistura de raças.

Um problema que vem aumentando em cães de raça nos últimos cinco anos, por exemplo, é a alergia, segundo Roberto Monteleone, veterinário de pequenos animais há mais de 30 anos. "Há criadores que cruzam animais aparentados. Muitos nascem com imunodeficiência e pegam infecções com facilidade. No caso do vira-lata, há uma chance muito menor de que isso aconteça."

Outra explicação é a própria seleção natural. Quando o cachorro é de raça, acaba procriando mesmo não sendo muito saudável, pois recebe mais cuidados. Já na rua só procriam os vira-latas mais fortes, que sobrevivem às condições adversas e, por isso, geram filhotes mais resistentes.

Isso não quer dizer, no entanto, que eles precisem de menos cuidados do que um cão de raça. "Tem que vacinar, levar ao veterinário, dar boa alimentação. É um cão como outro qualquer", alerta Cida Lellis, presidente da ONG Clube dos Vira-Latas.

São Paulo
Segundo o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de São Paulo, há 2,5 milhões de cachorros domiciliados na cidade. O número vem crescendo, em média, 6% ao ano, e estima-se que, em 2020, atinja 4,5 milhões. Os dados são de uma pesquisa que vai virar livro, feita pela USP de 2007 a 2009 em parceria com o CCZ e com regionais de saúde. Foram visitados quase 12 mil domicílios.

O professor de veterinária Ricardo Dias, autor do estudo, diz que não surpreende saber que o SRD é o cão mais comum. "Vimos que só 26% dos cachorros foram comprados. O restante foi adotado", diz.

A adoção dos sem raça, aliás, está virando moda entre paulistanos de classes mais altas, e agora eles dividem espaço com primos "ricos" como poodles, lhasas e labradores. "Os animais de rua não ficam mais só na periferia. Temos visto muito mais vira-latas nos parques, junto com os cães de raça", afirma a veterinária Cíntia Tonelli, fundadora da ONG Vira-Lata É Dez.

Em 2003, quando foi criada, a entidade conseguia doar quatro cães por mês -hoje são cerca de 16. O problema é que eles também têm tido mais animais para recolher.

Desde 2008, não é mais permitido, no Estado de São Paulo, sacrificar animais apenas por estarem na rua -a eutanásia só pode ser feita em casos extremos, de doenças incuráveis ou infectocontagiosas. Os animais recolhidos pelo CCZ ficam disponíveis para adoção -são doados, em média, 50 por mês.

A ONG Clube dos Vira-Latas é outra que aumentou as doações: eram cerca de dez por mês há cinco anos e agora são entre 40 e 50. "As pessoas estão acordando para o problema dos animais abandonados na cidade e vendo que o bicho não precisa ser comprado e ter raça", diz Cida Lellis.

Mas os adotantes ainda procuram perfis específicos: filhotes, de porte pequeno, peludinhos e que não sejam pretos, justo o contrário da maioria dos cães que estão nos abrigos. Casais jovens, com ou sem filhos, são os adotantes mais comuns na cidade de São Paulo.

Esqueceram de mim
45% dos paulistanos deixam o cachorro em casa para viajar.


Um dos maiores dilemas de quem tem cachorro é o que fazer com ele quando viaja. Além dos que deixam o bicho em casa, 35% recorrem a amigos e parentes, 11% o levam junto e 1% o deixam em hotéis para cães.

Para Alexandre Rossi, o ideal é que o cachorro viaje também. "A prioridade para ele é a companhia."

Como nem sempre isso é possível e caso a pessoa queira deixá-lo na residência, é importante que haja alguém que vá ao local diariamente trocar água e comida e passear com o animal. "Quando o dono se afasta, os cães se sentem abandonados. Muitos entram em depressão e nem comem", alerta a veterinária Mônica de Almeida, do CCZ.

Patrick, 4, e Ariel, 4, ficam animadíssimos quando chega sexta-feira. Eles sabem que, no sábado, as chances de viajar são grandes.

A senha de que vão pegar a estrada é dada pela dona, a analista de sistemas Rita Dreher, 36: é só ela começar a preparar a mala dos cães.

Rita consulta uma lista básica do que não pode faltar: rações seca e úmida, petiscos, potes de comida e água, coleiras com identificação, pisca-pisca noturno, repelente de mosquito e até secador de cabelo.

Patrick e Ariel são aventureiros. Eles já fizeram trilhas em mata fechada, rali passando por rios e até rafting em corredeiras radicais. Rita carrega fotos dos bichos para ajudar na identificação, caso se percam.

Há cerca de dois anos, ela descobriu o portal Turismo 4 Patas (www.turismo4patas.com.br), que organiza essas viagens. "Fomos sem saber como eles iam se portar, mas deu tudo certo." Não pararam mais.



Salão de beleza animal
50% dos donos levam seus bichos ao pet shop regularmente


Tantas visitas são necessárias? Nem sempre, mas certamente é prático. O animal precisa de banho, e não é todo mundo que tem espaço e tempo para fazer isso em casa -fora que, no clima frio, isso pode ser um sofrimento para o cão. O local também pode ser útil para fazer tosas.

Wilson Grassi recomenda procurar pet shops que tenham veterinário presente -e não apenas responsável pelo local-, para casos de acidentes. Alexandre Rossi alerta para o fato de que não se deve exagerar. "Um banho por semana é o máximo. Tem gente que acha que o bicho é gente, dá banho e limpa orelha todo dia. Isso não é saudável."

Quem optar por lavar o animal em casa deve tomar cuidado para que não entre água no ouvido e para que ele fique bem seco.

O vira-lata Batata, 4, adora os brinquedinhos e as guloseimas diferenciadas que ganha no pet shop, mas sabe que, no local, também terá que passar pelo olhar do veterinário.

Essa rotina começou quando ele tinha apenas três meses. Saiu da casa de uma voluntária que promovia adoção para o apartamento de sua dona, a empresária Patrícia Hahn, 53, no Brooklin (zona sul). De lá para o Morumbi, onde fica o pet shop e hospital Pet Care, que Batata frequenta, foi um pulo.

Para Patrícia, pet shop é importante, sim, mas desde que tenha sempre um veterinário por perto.



O grupo dos sem passeio
34% dos entrevistados nunca levam o cachorro para andar na rua


Especialistas condenam esse número da pesquisa Datafolha. "É lamentável. É óbvio que para eles é uma atividade muito importante: basta falar a palavra 'passear' perto de qualquer cachorro e ver o que acontece. É um tédio ficar numa casa sem novidade o dia inteiro", diz Alexandre Rossi.

O hábito não é importante apenas para que o cão faça exercícios e se desestresse. "É fundamental para a socialização, para marcar território, exercer o comportamento exploratório", afirma o veterinário Mauro Lantzman, especialista em comportamento animal.

Isso é ainda mais importante para aqueles que vivem em apartamentos ou em casas com quintais pequenos. Mas é preciso levar em conta a personalidade e a idade do cachorro: os mais velhos devem fazer exercícios mais leves, e há cães medrosos que não fazem questão de sair (isso é comum entre os lhasa apso e shih-tzu).

A SRD Carlota Joaquina não está nesse grupo: ela vive na ativa. De segunda a sexta, tem uma agenda atribuladíssima. Nem aos sábados e domingos, a bicha sossega.

Duas vezes por semana, ela faz curso de "agility". Outras duas, caminha com a dona, a administradora de empresas Leonora Ricci, 74. Nos fins de semana, ainda arruma tempo para longas caminhadas numa fazenda na região de Sorocaba (SP).

Carlota vem se transformando em uma grande surpresa para a dona. Quando a encontrou, dentro de uma gaiola, numa feira de animais para adoção em Embu (Grande SP), Leonora ficou encantada com a cachorrinha. "Mas não imaginava que ela ficaria tão linda assim", gaba-se.

Dia desses, a cadela de um ano de idade ganhou uma companheira: uma whippet de seis meses. Brigitte Bardot veio do Espírito Santo para o lar de Carlota, no Morumbi.

Agora, a pergunta: afinal, por que chamá-la de Carlota Joaquina?

"Ela é imponente, tão viva, tão brasileira, como aquela famosa. Achei o nome ideal", explica a dona.



A ração nossa de cada dia

Balanceada nutricionalmente, a ração é considerada pelos especialistas a comida mais completa e prática.

Mas 35% dos pets paulistanos ingerem refeições feitas em casa -7% usam apenas esse tipo de alimento.

Dar comida caseira não é necessariamente ruim, desde que seja um complemento à ração e não se resuma a sobras das refeições. Devem-se evitar alimentos com excesso de gordura e açúcar. "Eles podem sobrecarregar o pâncreas e gerar diarreia, cólica e até pancreatite aguda", diz Roberto Monteleone. Também não se deve dar, de jeito nenhum, chocolate, que contém teobromina, substância altamente tóxica para o cachorro -se ele for de porte pequeno, pode até morrer contaminado.

A ração evita que o cão tenha carência de nutrientes, mas é preciso tomar cuidado com a qualidade das marcas de preço muito baixo. "Entre uma ração ruim e uma comida caseira boa, fico com a comida caseira.

Mas quem optar por esse tipo deve consultar um veterinário especialista em nutrição para que ele ajude a balancear bem os ingredientes, além de escovar os dentes do animal e cuidar para que ele não engorde muito", recomenda Wilson Grassi.

A vira-lata Fada, 8, só come ração premium, com menos gordura. O máximo que sua dona, a comunicóloga Paula Navarro, 43, arrisca é cortar uma fatia de pão integral, dividi-la em quadro pedacinhos e dar um para cada cão -além de Fada, ela tem Rajá, 10, um labrador, e outros dois SRD, Angel, 8, e Bliss, 5.

Mesmo assim, numa distração de Paula, não levou um minuto para que Fada devorasse um queijo camembert inteiro. "Não ficou nem o cheiro", lembra.

As regras da comida caseira

pode (como complemento à ração)
Cenoura crua ou cozida
Chuchu cozido
Pepino
Frutas como maçã, pera e banana
Carnes que não tenham ossos pequenos

Não pode
Frituras, massas e outros alimentos com excesso de gordura e carboidratos
Temperos e condimentos muito fortes
Embutidos, como salsicha e salame
Chocolate
Carne com ossos pequenos
Frutas ácidas ou gordurosas, como abacate





A castração é a solução
Uma única fêmea nas ruas pode ter quase 150 filhotes em 12 anos.


Se houve uma unanimidade entre os especialistas ouvidos pela sãopaulo foi em relação à castração: todos disseram que, para conter o abandono e a superpopulação de cães, uma das medidas fundamentais é "fechar a fábrica". Em São Paulo, por lei, só é permitido vender ou doar animais esterilizados. Mas, segundo a pesquisa Datafolha, menos de um terço dos cães passou pelo procedimento.

"A castração é o método de controle populacional mais humanitário que existe", defende Mônica de Almeida, do CCZ. Uma fêmea tem cio de seis em seis meses e pode gerar seis filhotes por ninhada.

Para Wilson Grassi, a recomendação vale não só para os vira-latas mas também para os de raça. "Tem um momento da vida em que todo mundo quer um bicho. Mas muita gente se desfaz dele depois e, solto, ele procria." Grassi afirma, ainda, que a crença de que o macho castrado se sente impotente não se justifica. "Não muda em nada."

A castração previne doenças e torna os bichos mais dóceis. "O cão castrado é mais tranquilo -o que não quer dizer que não seja brincalhão", diz Mauro Lantzman.

A empresária Gisela Ayres, 50, tem na ponta da língua a justificativa para a castração de Mel, encontrada atropelada e com fraturas. "Hoje, ela é muito mais feliz. Tornou-se um animal mais tranquilo."

A casa da empresária já era terreno de Stuby, 12, outro SRD encontrado nas ruas pelos pais da empresária, castrado logo que passou a viver com a nova dona.



Confira alguns resultados da pesquisa Datafolha*

52% dos entrevistados têm algum bicho em casa
37% têm cachorro
8% têm só gato
6% têm só pássaros
1% têm só tartaruga/cágado/jabuti
1% têm só peixes
1% deram outra resposta

40% dos que moram em casa e 20% dos que moram em apartamento têm cachorro

Cães mais comuns nas casas
15% vira-lata
9% poodle
4% pinscher
3% pitbull
2% pastor-alemão
2% cocker
2% rottweiler
1% labrador
1% lhasa apso
1% dachshund
1% boxer
1% fox paulistinha
1% pequinês
1% basset
4% outras raças


HISTÓRIA

Juntos há 15 mil anos


Repita rapidamente: xoloitzcuintli. O que é isso? É uma antiga raça de cães mexicana, muito popular entre os antigos astecas. É uma entre mais de 300 raças de cães existentes.

Foi o cão que adotou o homem ou foi o homem que adotou o cão? Esse histórico momento aconteceu há 15 mil anos, embora haja evidências de que possa ter ocorrido antes. Quando houve a aproximação, o cão era na verdade um lobo.

Provavelmente alguns lobos menos ariscos foram atraídos pelas sobras de comida dos acampamentos. E com quase certeza foram aceitos pela tribo quando se notou que eram úteis ao dar o alarme da aproximação de feras ou de inimigos.

Seja o minúsculo chihuahua, seja o enorme dinamarquês, todos têm origem comum no lobo cinzento, nome científico Canis lupus; já o totó no seu sofá tem o mais apropriado nome Canis familiaris, embora há quem prefira chamar o bicho de Canis lupus familiaris, enfatizando que o cachorro é subespécie do lobo.

Dois tipos básicos já existiam entre os antigos egípcios, como se nota em pinturas em paredes de túmulos e palácios: galgos, animais esguios com excelente visão e bem adaptados a caçar nos desertos do Egito, e os mais poderosos mastins, usados para guarda e guerra.

Não há estatísticas confiáveis sobre o número de animais abandonados. Mas é a contínua quebra do contrato firmado na pré-história que permite a existência de populações de bichos errantes. Devido à alta mortalidade nas ruas, a reprodução natural não é suficiente para manter a população de vira-latas. É preciso existir um continuado abandono de cães por estes "humanos". (RICARDO BONALUME NETO)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

novo site da guaxu sos animal

A cachorrinha da postagem abaixo já foi adotada.

Acesse o novo endereço virtual da Guaxu SOS Animal:
www.guaxusosanimal.com.br

terça-feira, 8 de junho de 2010

quinta-feira, 20 de maio de 2010

antídoto contra envenenamento

"Chegará o dia em que os homens conhecerão o íntimo dos animais, e, nesse dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a humanidade".
Leonardo da Vinci (1452-1519)


Quando houver suspeita de envenamento de cães ou gatos, dar água morna salgada ou água oxigenada 10vol (uma colher de sopa), que em contato com o estômago também vira água morna salgada e faz o animal vomitar.

Em seguida, dar ATROVERAN (1 gota por kg de peso de 6 em 6 horas).

O carvão vegetal também ajuda muito em envenenamentos (inclusive em humanos), pois é
absorvente. Já existe, nas farmácias, em comprimidos.

A publicação desta dica foi aprovada pelo veterinário.

domingo, 18 de abril de 2010

animais já adotados

Todos os 3 cães da postagem anterior foram adotados, com a ajuda de Deus, evidentemente. Atualmente, continuo escrevendo este blog mas não participo mais da Guaxu SOS. O celular da associação é (35) 8857-3932 e o presidente atual se chama Thiago.

Ari, criador da REDEBICHOS, deixou esta mensagem aqui:

"Se ainda não estão, venham para a REDEBICHOS e divulguem suas ações para os 2200 protetores da rede."

http://redebichos.ning.com

sábado, 19 de dezembro de 2009

Procura-se Lares


Anita, fêmea da raça Pointer (perdigueiro), atualmente hospedada na MinasVet.


Zé, vira-latinha que está sendo cuidado, mas ainda vive nas ruas do centro da cidade por não haver abrigo adequado para ele.


Pongo, macho da raça Dálmata, com cerca de 2 a 3 anos, abandonado no sítio onde vivia com seu dono que se mudou.

Casos como os destes 3 cães são corriqueiros em Guaxupé. A cidade (a a zona rural) está superlotada de animais abandonados, muitos oriundos de cidades vizinhas. É preciso criar POLÍTICAS PÚBLICAS humanitárias, de cuidados animais, junto à AMOG, com a finalidade de acabar com esse trãnsito clandestino de animais. Se todas as cidades, primeiramente da região, não assumirem as partes que lhes cabe, será humanamente impossível fazer cumprir a lei 9.605/98 que proíbe maus-tratos dos animais domésticos ou domesticados.

É preciso uma mudança de valores, que só acontecerá mediante uma educação permanente nas escolas. Paralelamente, penalidades devem ser aplicadas aos infratores. Os órgãos competentes devem estar preparados para receberem essas denúncias e não ficar nesse jogo de empurra-empurra, passando toda a responsabilidade para a Guaxu SOS Animal, por exemplo. Mas, para isso, é também necessário ter administradores públicos conscientes. Os prefeitos de cada município têm o poder de iniciar essa luta. Só assim teremos, um dia, orgulho em habitar um país onde se respeita os animais.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Vamos votar contra!

Amigos eu liguei, é rápido e o atendimeto é bom.
O texto abaixo não diz que ao final do registro do seu manifesto o
atendente pede para escolher um deputado ou bancada para que seu
protesto seja encaminhado. Escolhi a bancada do estadode Minas,
pensem nisso antes.
Por favor liguem, não
podemos aceitar esse retrocesso.

Vamos ligar e repassar para o maior número possível de
pessoas:
telefone: 0800619619


Caros amigos
ISSO É URGENTE, POR FAVOR, TELEFONEM E
REPASSEM PARA SEUS CONTATOS E PEÇAM QUE REPASSEM E REPASSEM.........
Já está pronto para ser votado o projeto de lei 4548/98 , que exclui
os animais domésticos e domesticados do artigo 32 da lei 9605/98 de
crimes ambientais...
Se esse projeto de lei for aprovado, a farra do boi, rinhas etc
deixarão de ser consideradas crimes. Cães, gatos, cavalos, e outros
animais poderão ser tratados com toda crueldade que a polícia não tomará
nenhuma providência.
VAMOS NOS MOBILIZAR!!! ISSO É MUITO SÉRIO!!

Se você for contra , ligue, o mais breve possível, para a Câmara
Federal no telefone gratuito 0800-619619, dizendo que é contra o
projeto de lei 4548/98 que exclui os animais domésticos e domesticados
do artigo 32 da lei 9605/98 de crimes ambientais...
ESTE PROJETO DE LEI FEDERAL É UM ESCÁRNIO ÀS NOSSAS CONQUISTAS!

Procedimento:

Ao ligar, teclar opção 1 para falar com a atendente que lhe pedirá
nome completo e endereço. - Depois lhe dará opções para seu protesto
ser encaminhado.
Uma delas é para os deputados de 3 estados ("quantidade" de
parlamentares) a outra será de lideres dos partidos (ao total 21 -
"qualidade") .

ANOTE O DIA QUE LIGOU PARA QUE POSSAMOS COBRAR LISURA NO RECEBIMENTO
DOS NOSSOS PROTESTOS.
A LIGAÇÃO É GRATUITA , VOCÊ PERDERÁ ALGUNS MINUTOS E ESTARÁ AJUDANDO
TODOS OS ANIMAIS DOMÉSTICOS E DOMESTICADOS QUE PODERÃO SER MALTRATADOS E
TORTURADOS...E OS RESPONSÁVEIS NÃO PODERÃO SER MAIS RESPONSABILIZADOS OU
SOFRER QUALQUER PUNIÇÃO..... REPASSEM, POR FAVOR!


" Este e mail está correndo a internet e o repúdio é nossa única
arma contra esta possibilidade terrível para os animais, caso vire
lei .As nossas vitórias, vem crescendo e e se multiplicando.Vamos
vencer ,também ,esta parada.
Tenham todos um ótimo dia
Luisa Mell

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Castração em Massa

A Guaxu SOS está realizando mutirões de CASTRAÇÃO periódicos, informe-se nas clínicas veterinárias parceiras.


Érgia Antonelli, presidente, à esquerda, com voluntárias.


Fátima Mauer mora no Jardim Planalto e castrou 3 gatos com o auxílio da Guaxu.


A gata Esmeralda, de Anísio das Neves Batista, morador do Agenor de Lima, também foi castrada durante o mutirão.




Semana passada, cerca de 20 gatos foram castrados na Clivet.

CONTRIBUA COM R$ 1,00 (UM REAL)!



Adquira um nome, por 1 real, e concorra a um Kit da Guaxu.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O Político Fiel

Esta CADELINHA apareceu hoje na Rua Major Anacleto (Imobiliária Caracol), com atitudes de que foi recentemente abandonada: cheirando o chão em busca de um caminho, rabo entre as pernas, sem fome, olhar tristonho. Dócil, aceita o carinho de estranhos, mas não manifesta seguir ninguém, como quem espera voltar para onde veio. Talvez muitos achem tudo isso piegas, considerando ser apenas um animal, mas quem sabe que tudo faz parte de um todo e merece cuidado se sente injustiçado e agredido moralmente, como um cão sem dono. É preciso políticas públicas EFICIENTES com o objetivo de inibir que animais de outras cidades sejam soltos em Guaxupé.



Quem se prontificar a adotá-la ganhará a castração da Guaxu SOS. Entre em contato com as clínicas veterinárias parceiras.

O POLÍTICO FIEL

O governador estadual, interessado nas eleições de 2010, por meio da secretaria de EDUCAÇÃO, instituiu no currículo escolar a disciplina "nossa natureza", a partir da 1ª série inicial do Fundamental I. Desta forma, crianças a partir dos 6 anos passaram a se familiarizar com conceitos de sustentabilidade, como preservação da fauna, da flora e dos recursos hídricos. Entre diversos temas relacionados ao meio ambiente, os alunos APRENDEM sobre a importância do método de controle populacional dos animais domésticos, adotando em seus lares formas harmoniosas de convivência com seus bichos de estimação.

Paralelamente a este INVESTIMENTO em Educação, o visionário governador enviou recursos a todos os municípios, de acordo com a área e número de habitantes, para implantação de abrigos adequados e minicentros de zoonoses para conter o aumento populacional, inibir maus-tratos e socorrer animais vítimas de abandono. Já no primeiro ano de implementação do novo sistema educacional os EFEITOS positivos se fizeram sentir, como diminuição do número de animais abandonados nesses abrigos.

Em Guaxinho, município de aproximadamente 49 mil habitantes, a nova forma de relacionamento entre proprietários e animais domésticos gerou uma singular mudança comportamental. Ao observar melhor e com mais SIMPATIA seus bichos, os guaxupeanos adotaram novas regras de convivência, tornando-se mais tolerantes uns com os outros, aprendendo a administrar as diferenças. Ninguém mais conspira em silêncio pelos cantos contra os desafetos. A nova palavra de ordem é mostrar os dentes e rosnar. Curiosamente, todos ficaram mais tranquilos e felizes, garantindo QUALIDADE DE VIDA e longevidade aos munícipes.

A fidelidade canina impressionou tanto que começou a ser copiada, até invejada. Em consequência, aumentou o nível de SATISFAÇÃO entre os casais. A câmara dos vereadores, além de adotar uma mascote que urinava nos pés de quem tentava ludibriar os eleitores, criou a lei municipal que incentiva outras instituições a fazerem o mesmo. Os nobres edis ganharam, também, mais credibilidade.

Sem alarde, comendo pelas beiradas como todo mineiro que se preza, o exemplo da pequena cidade espalhou-se pelo estado. Por sua singular administração, o político audacioso emanou uma nova esperança para todo o País. E a bancada ruralista da Assembléia Legislativa, temendo a OPINIÃO PÚBLICA, agora bem-informada, desistiu de alterar a lei de crimes ambientais (9.605/98).

“Assim dizendo a minha utopia eu vou levando a vida, eu vou viver bem melhor, doido pra ver o meu sonho teimoso um dia se realizar" (Coração Civil - Milton Nascimento)

"Por que os sonhos foram feitos pra gente não viver?"
(Gospel - Raul Seixas)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Hoje ainda é dia de Roque



São Roque (c. 1295 – 1327) é um santo da Igreja Católica Romana, protetor contra a peste e padroeiro dos inválidos e cirurgiões. É também considerado por algumas comunidades católicas como protetor do gado contra doenças contagiosas. A sua popularidade, devido à intercessão contra a peste, é grande, sendo orago de múltiplas comunidades em todo o mundo católico e padroeiro de diversas profissões ligadas à medicina, ao tratamento de animais e dos seus produtos, e aos cães. A sua festa celebra-se a 16 de Agosto.

Fonte: Wikipedia

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O Cão de Quintão

Que vergonha!
Quando conhecemos atos desumanos contra os animais, não podemos nos omitir, a omissão é também uma espécie de crime. Proteste, assine também a petição (o endereço está no final deste texto)



Não é preciso assistir ao vídeo para chorar de tristeza e revolta.

Faça a sua parte: Justiça no caso do cão de Quintão
Mais de 2000 mil assinaturas pedem justiça! Promotor mostra disposição em punir os culpados pelo crime veiculado no You Tube.


“Um mundo melhor começa quando a justiça efetivamente reconhece, antes de tudo, que a vida existe”. Esse foi o comentário deixado por Maria Carla Moraes, uma das cerca de 2.300 pessoas que já assinaram o abaixo-assinado pedindo por justiça no caso do cão de quintão. O animal foi morto no fim de junho – a sangue frio – por três jovens no RS que filmaram o ato e o postaram na internet (leia mais).

Laerte Levai, Promotor de Justiça e autor do livro “Direitos dos Animais”, acredita que educação é um fator fundamental para que se comece a ter justiça pelos bichos. “A sociedade, assim como o próprio poder público, precisam entender que maltratar animais é crime ambiental”, diz.

De acordo com Laerte, as assinaturas provam o clamor social provocado pelo crime, o que pode influenciar na dosagem da pena. “Um promotor de justiça, na posse de tal documento, normalmente não oferece nenhum benefício processual ao acusado”, esclarece. Para ele, casos como esse são a oportunidade de mostrar à sociedade que os animais têm direitos e aqueles que os tratam com crueldade merecem ser punidos.

Promotoria de Palmares do Sul compra briga para punir acusados
De acordo com o jornal Zero Hora, o Ministério Público de Palmares do Sul denunciou em cinco de agosto os três adolescentes e a dona do cão, que encomendou a morte do animal. Quem cuida do caso é o promotor Ricardo Schinestsck Rodrigues, para quem a ação foi praticada de forma cruel e brutal. Se condenados, os acusados pode pegar até um ano e quatro meses de detenção devido à morte do animal.

Schinestsck manifestou contrariedade à suspensão condicional do processo. Segundo ele os denunciados não preenchem os requisitos: “Além do crime ter sido cometido de forma bárbara, ainda filmaram a ação como forma de se vangloriarem pelo fato".

Entre em ação!
Além do reconhecimento dos animais como seres indefesos que devem ser protegidos, outro ponto que sensibilizou os abaixo-assinantes foi o sangue frio dos jovens ao cometerem o crime. Muitos lembraram que alguém capaz de fazer o que eles fizeram pode agir da mesma maneira com um ser humano. “A tortura de animais revela não apenas um crime bárbaro, mas a insensibilidade moral de quem o pratica”, alerta Laerte Levai.

A intensa mobilização (esta foi a matéria mais lida do último newsletter) reflete o desejo para que o caso não se repita. “Não vivemos na idade da pedra. A punição deve servir de exemplo e trazer civilidade para a sociedade”, escreveu Angela Pecini Silveira, outra abaixo-assinante.

É a hora de mostrar que a impunidade não passará despercebida. Impeça que esse caso seja esquecido pela apatia da sociedade brasileira. Mostre ao Ministério Público de Palmares de Sul que você quer espera que a justiça seja feita e que os infratores sejam punidos de forma exemplar: assine o abaixo assinado agora mesmo. Se já o fez, repasse para todos os seus amigos e mantenha-se atualizado sobre o caso com a ARCA Brasil!

* Para assinar ( acesse http://www.ipetitions.com/petition/caodequintao/index.html ), preencha o formulário que irá parecer e clique em "Sign Petition". Caso apareça uma página de doação do site que hospeda o abaixo-assinado após a assinatura, basta ignorá-la.


Ilustração de Rosinha Campos - Recife (PE)

domingo, 5 de julho de 2009

políticas públicas

Enquanto Guaxupé aprova uma lei (de autoria da vereadora Tânia Rolim) totalmente contrária à Lei Federal 9.605/98 (Crimes Ambientais), São Paulo adota uma nova política pública de EDUCAÇÃO, exemplo a ser seguido. Érgia Antonelli, presidente da Guaxu SOS Animal, entrou com denúncia no Ministério Público contra a referida lei.

Este ano, a Associação Protetora dos Animais de Guaxupé está recebendo verba da Prefeitura para CASTRAÇÃO de cadelas no cio soltas nas ruas e de animais adotados das ruas. INFORME-SE. Também, as clínicas veterinárias Cia. dos Bichos (3551-4345), Clivet (3551-3008) e MinasVet (3551-7455) estão autorizadas a SOCORRER animais abandonados acidentados ou doentes. Esperamos que pessoas mal-intencionadas não se aproveitem da situação ainda mais, abandonando seus cachorros contando com esse tipo de auxílio. A verba da instituição não é suficiente para atender a DEMANDA, por isso mesmo, cada cidadão deve fazer a sua parte.

Infelizmente, animais de municípios vizinhos FREQUENTEMENTE são abandonados em Guaxupé. As autoridades COMPETENTES deveriam tomar providências para inibir este tipo de atitude, caracterizada como maus-tratos e passível de penalidades, conforme a Lei Federal. Uma SUGESTÃO, não colocada em prática na administração anterior, mas que já foi pensada, é colocar "guaritas" nas 3 entradas da cidade.



quarta-feira, 17 de junho de 2009

animais de circo

Dia 03 de junho, a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade o Substitutivo do Projeto de Lei 7.291/2006, que Proíbe a Exploração de Animais em Circos em Todo o Brasil.

Com isso, mais um importante passo foi dado em busca de uma sociedade melhor. Ainda faltam algumas etapas até que a Lei seja sancionada, mas, ficaremos atentos ao andar dessa carruagem e divulgaremos todas as novidades!

A PEA (Projeto Esperança Animal: www.pea.org.br) agradece aos Deputados que votaram a favor da vida, a todos que enviaram e-mails aos Srs. Parlamentares e, principalmente, a todos que lideraram essa batalha e estiveram em Brasília representando a vontade daqueles que nunca puderam se defender.

Para quem participou dessa luta e ao menos enviou um e-mail, o nosso muito obrigado em nome de diversos animais. Saiba que você fez a diferença!
(boletim do PEA)

terça-feira, 12 de maio de 2009

Amazônia para Sempre

Alguns políticos mal-intencionados estão propondo emendas na lei 9.605/98 - Lei de Crimes Ambientais, com objetivos econômicos e políticos. Participe, você também, dos movimentos em defesa das nossas matas e dos animais. Nossas atitudes fazem a diferença!

NOTÍCIAS DO AMAZÔNIA PARA SEMPRE

No dia 13 de maio, quarta-feira próxima, estaremos fazendo uma Vigília Amazônica no plenário do Senado Federal.

A Vigília, que será interativa, ocorrerá das 18 às 24 horas e estamos fazendo uma convocação para que as pessoas acompanhem
pela TV SENADO e participem enviando suas sugestões, comentários e protestos através do telefone
ALÔ SENADO – 0800 61 22 11 ou através do email scomcmmc@senado.gov.br.

Estamos a beira de um grande retrocesso na votação de emendas que flexibilizarão o Código Florestal e mesmo a Constituição.

A Vigília é um alerta geral! Divulguem e participem!


ALÔ SENADO – 0800 61 22 11
scomcmmc@senado.gov.br



MENSAGEM DE VICTOR FASANO

Finalmente foi marcada a entrega das assinaturas do Manifesto “AMAZÔNIA PARA SEMPRE” ao Presidente Luis Inácio Lula da Silva no dia 04/06 às 15:00 horas.

Infelizmente não poderemos realizar uma cerimônia mais participativa, onde as ONGs que trabalham na Amazônia e a sociedade como um todo, possam estar presentes. Porém, foi marcada para o dia 13/05, à partir das 18:00 horas, no plenário do Senado, uma VIGÍLIA, onde, aí sim, terão direito à palavra.

Nesta data, 13, as 1.200.000 assinaturas, serão depositadas no Congresso e após apresentação do Movimento e de um vídeo de 4 minutos, todas as ONGs pertencentes a este Fórum, com interesse em se manifestar, poderão fazê-lo.

Devemos abordar assuntos como: novas manobras da bancada ruralista; flexibilização do Código Florestal; criação de Varas Ambientais; mudanças no licenciamento ambiental não condizentes com a legislação vigente; obras do PAC; mudanças climáticas; ilegalidades; além de outros assuntos que não vêm agradando a Sociedade Brasileira e que os Senhores conhecem tão bem.

Agradeceria muito o contato imediato para que pudéssemos organizar as questões, e o tempo necessário destinado a cada participante deste Fórum.

Aguardamos a presença de todos.

Abraço,

Victor Fasano
Amazônia para Sempre



SE ENCONTRAR O SITE CONGESTIONADO, POR FAVOR NÃO DESISTA E TENTE MAIS TARDE.
Se preferir, envie um e-mail com seus dados (Nome, título de eleitor e/ou CPF e/ou RG, atividade, cidade, estado e comentários) para assine@amazoniaparasempre.com.br. Por favor não envie anexos.
MUITO OBRIGADO POR SUA COMPREENSÃO!

O Movimento Amazônia Para Sempre não autoriza ninguém a comercializar nenhum tipo de material promocional em nome do Manifesto ou coletar qualquer tipo de doação. Somos um Movimento cívico, sem fins lucrativos e sem associações politico-partidárias.

Se você também deseja uma 'Amazônia para Sempre', subscreva nosso manifesto. Ao obter o número de assinaturas necessário, ele será encaminhado ao Presidente da República para que sejam tomadas as providências necessárias para resolver este que é um sério problema brasileiro e mundial: A devastação da Amazônia. Sua participação é muito importante!


CARTA ABERTA DE ARTISTAS BRASILEIROS SOBRE A DEVASTAÇÃO DA AMAZÔNIA

Acabamos de comemorar o menor desmatamento da Floresta Amazônica dos últimos três anos: 17 mil quilômetros quadrados. É quase a metade da Holanda. Da área total já desmatamos 16%, o equivalente a duas vezes a Alemanha e três Estados de São Paulo. Não há motivo para comemorações. A Amazônia não é o pulmão do mundo, mas presta serviços ambientais importantíssimos ao Brasil e ao Planeta. Essa vastidão verde que se estende por mais de cinco milhões de quilômetros quadrados é um lençol térmico engendrado pela natureza para que os raios solares não atinjam o solo, propiciando a vida da mais exuberante floresta da terra e auxiliando na regulação da temperatura do Planeta.

Depois de tombada na sua pujança, estuprada por madeireiros sem escrúpulos, ateiam fogo às suas vestes de esmeralda abrindo passagem aos forasteiros que a humilham ao semear capim e soja nas cinzas de castanheiras centenárias. Apesar do extraordinário esforço de implantarmos unidades de conservação como alternativas de desenvolvimento sustentável, a devastação continua. Mesmo depois do sangue de Chico Mendes ter selado o pacto de harmonia homem/natureza, entre seringueiros e indígenas, mesmo depois da aliança dos povos da floresta “pelo direito de manter nossas florestas em pé, porque delas dependemos para viver”, mesmo depois de inúmeras sagas cheias de heroísmo, morte e paixão pela Amazônia, a devastação continua.

Como no passado, enxergamos a Floresta como um obstáculo ao progresso, como área a ser vencida e conquistada. Um imenso estoque de terras a se tornarem pastos pouco produtivos, campos de soja e espécies vegetais para combustíveis alternativos ou então uma fonte inesgotável de madeira, peixe, ouro, minerais e energia elétrica. Continuamos um povo irresponsável. O desmatamento e o incêndio são o símbolo da nossa incapacidade de compreender a delicadeza e a instabilidade do ecossistema amazônico e como tratá-lo.

Um país que tem 165.000 km2 de área desflorestada, abandonada ou semi-abandonada, pode dobrar a sua produção de grãos sem a necessidade de derrubar uma única árvore. É urgente que nos tornemos responsáveis pelo gerenciamento do que resta dos nossos valiosos recursos naturais.

Portanto, a nosso ver, como único procedimento cabível para desacelerar os efeitos quase irreversíveis da devastação, segundo o que determina o § 4º, do Artigo 225 da Constituição Federal, onde se lê:

"A Floresta Amazônica é patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais"

Assim, deve-se implementar em níveis Federal, Estadual e Municipal A INTERRUPÇÃO IMEDIATA DO DESMATAMENTO DA FLORESTA AMAZÔNICA. JÁ!

É hora de enxergarmos nossas árvores como monumentos de nossa cultura e história.

SOMOS UM POVO DA FLORESTA!

acesse o site http://www.amazoniaparasempre.com.br
e assine a petição.

sexta-feira, 13 de março de 2009

FIDELIDADE CANINA

Mozart e seu cão fiel

Wolfgang Amadeus Mozart, grande compositor clássico, nasceu no dia 27 de janeiro de 1756, em Salzburgo, na Áustria. Extremamente importante, esse compositor do século XVIII, é considerado como um dos músicos mais famosos.
Foi em Paris, quando Wolfgang tinha sete anos, que suas primeiras obras publicadas apareceram.
Mozart teve vários anos de glória, sendo reconhecido por reis e rainhas de toda Europa.
No entanto, nunca soube lidar com dinheiro.
A exploração de sua bondade e genialidade musical logo surgiria por parte de grandes oportunistas.
Já casado, começou a ver sua vida desmoronar.
A mulher, abandonou-o.
A mãe, que tanto amava, adoeceu gravemente.
Mozart, sem dinheiro, vendia composições em troca de remédios para sua mãe, que faleceu após alguns meses. Triste e desiludido, Mozart caiu enfermo.

O único amigo fiel, seu cachorro, foi quem ficou ao seu lado até o dia de sua morte, em 5 de Dezembro de 1791. Mozart foi enterrado numa vala comum, em Viena.
Sua mulher, Constanze Weber, que estava em Paris, ficou sabendo da morte de Mozart e partiu para Viena afim de visitar o túmulo do marido.
Ao chegar lá, entrou em desespero ao saber que Mozart havia sido enterrado como indigente, sem que lhe dessem nem uma placa com seu nome como lápide.
Era dezembro (inverno europeu), fazia frio e chovia em Viena.
Constanze resolveu 'vasculhar' o cemitério à procura de alguma 'pista' que pudesse dizer onde Mozart fôra enterrado. Procurando entre os túmulos, viu um pequeno corpo, congelado pelo frio, em cima da terra batida.
Chegando perto reconhece o cachorro querido de Mozart.
Hoje, quem visitar Viena, verá um grande mausoléu, onde está o corpo de Mozart e de seu cachorro.
Foi por causa do amor desse animal de estimação que Mozart pode ser achado e removido da vala comum onde fôra enterrado.
Ele permaneceu com seu dono até depois do final.
Morreu junto ao túmulo de seu dono porque, sem ele, não poderia mais viver.

É DE CHORAR, NÃO?

Bem, alguém denunciou por meio deste blog a exploração ilegal de areia do Rio Moçambo, na Juréia, pedindo que a Guaxu SOS Animal denuncie este crime contra a flora e os animais silvestres. Como voluntária da Associação, defendo todas as ações em favor da natureza, mas não podemos nos pronunciar sobre algo que não conhecemos realmente. Sugiro que os moradores do referido distrito tomem uma atitude junto ao Ministério Público, promovam um movimento em defesa do rio junto à comunidade, divulguem nos meios de comunicação regionais, façam abaixo-assinado, etc.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

FEIRA TEVE RESULTADO POSITIVO

A primeira Feira da Pechincha da Guaxu SOS Animal aconteceu dia 07, no salão da igreja de Santos Reis, no Parque dos Municípios. Cerca de 150 pessoas passaram pelo local. "O mais importante não foi o número de pessoas, mas quem esteve lá gostou da qualidade dos produtos e comprou diversos ítens", comenta Nilza Janete B. Siqueira, presidente da Associação.
A verba arrecadada será utilizada para pagamento de castrações e primeiros socorros realizados por algumas clínicas veterinárias. Na visão das organizadoras, o evento foi um sucesso, tanto que pretendem realizar novo bazar para daqui aproximadamente 1 mês, com novas peças, para crianças e adultos, como brinquedos, roupas, sapatos, móveis, utensílios de cozinha, entre outros artigos, novos e seminovos.






terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

FEIRA DA PECHINCHA

Feira da Pechincha garante boas compras

No próximo sábado, 7, a Guaxu SOS Animal vai realizar a sua 1ª Feira da Pechincha, no salão de eventos da Igreja dos Santos Reis, no Parque dos Municípios. Começa às 9 da manhã e encerra no final da tarde.
Um dos objetivos desta Feira é obter recursos para continuar o trabalho de castração de animais de rua, para evitar o aumento de cães abandonados na cidade.
Praticamente todos os produtos a serem vendidos são seminovos e de ótima qualidade. Os valores serão bem acessíveis e há diversos atrativos. Para uso pessoal, roupas femininas, masculinas e infantis, sapatos, bijuterias, entre outros. Tem objetos para casa, como móveis, acessórios decorativos, utensílios para cozinha e muitos mais. Livros de grandes autores também poderão ser adquiridos, além de outras novidades.
Doações de produtos para esta 1ª Pechincha poderão ser feitas no salão da Igreja dos Santos Reis.

Texto: Silvio Reis, jornalista.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

CRÔNICA DO XICO

Vale a pena ler esta crônica que recebi por e-mail do Alysson Fernandes, conhecedor da minha estima pelos animais. Vale a pena ler.

BOAS FESTAS E FELIZ ANO NOVO, são os votos da Guaxu SOS Animal a todos os amigos e parceiros que contribuem incansavelmente para diminuir o sofrimento dos animais.

AOS BICHOS COM AMOR

Os animais de estimação são mais importantes no amor do que supõe a nossa vã filosofia. Importantíssimos.
Já terminei romances em que fiquei com tanta saudade da ex quanto do seu gato, cachorro e até dos ratos que roeram as nossas vestes do desejo.
Quando ainda morava no sertão, nos tempos pré-politicamente corretos, ficava morrendo de amor pelos tatus criados em fundo de quintais ou tonéis, preás de estimação, tejus, timbus, morrendo de amor pelos macacos e até pelos papagaios, dá o pé, louro!
Também já ocorreu de conquistar mulheres, ou pelo menos consolidar boas histórias amorosas, por demonstrar carinho e afeto com os bichanos. Como sair de casa altas horas da madrugada para comprar a ração do felino. E de quebra, trazer um patê especial para o danado.
Sim, o amor passa pelos bichos, eu acredito.
Uma mulher que afaga e trata bem o meu cachorro, meu corvo Edgar, meu papagaio Florbé ou minha gata Margarida, marca pontos importantíssimos, além de fazer o necessário, que é respeitar essas e inocentes e existencialistas criaturas.
Claro que essa forma de ver o amado ou a amada nos seus animais de estimação pode gerar também pequenos desastres. Uma amiga do Rio, por exemplo, evitava as gracinhas do cão do seu ex sempre que ele aprontava. Chegava a ser indelicada, grosseira, como se visse naquele labrador as pisadas na bola do seu dono. Acontece. Afinal de contas os bichos ficam um pouco, com o tempo, com os mesmos focinhos dos seus digníssimos "proprietários".
Além de tudo isso, pelos animais que possui se conhece mais um pouco um homem.
Sério.
O cara que cria um gato tem muito mais chance de ser um homem sensível, embora até enfrente um certo preconceito entre os seus amigos, que insinuam uma certa "veadagem", para usar o termo do qual abusamos nos nossos encontros masculinos de futebol e boteco.
O homem que passeia orgulhosamente com o seu pitbull pode até não ser um monstro, mas aquela focinheira já diz um pouco do seu dono, não? Não que o cão tenha alguma culpa, ele está no mundo dele. O erro é de que o desloca e o usa para exercícios de violência.
Mas voltemos aos gatos, esses metafísicos e misteriosos animais. Como eles dizem tudo sobre o amor e sobre nós. O casal briga e eles incorporam o barraco. O último que conheci a fundo, de uma ex-mulher, o qual ainda hoje vejo o vulto branco e tenho saudades, quebrava tudo, virava os objetos da casa pelo avesso, depois das nossas brigas.
Na harmonia e no amor intenso, lá estava ele, sempre aos nossos pés. Como eles adoram ver e sentir os cheiros da hora do sexo. Eta bichanos voyeuristas. Esse gato, especificamente, sempre se enroscava na cama depois das nossas melhores noites. Dava uma passava como se para cumprimentar-nos pelo afeto e pela performance. Era o seu "miau" de parabéns, como se dissesse, a nos arranhar de leve, "estão vendo como o amor pode dar certo, seus cachorros?!"

Xico Sá

http://carapuceiro.zip.net/

domingo, 30 de novembro de 2008

TRAGÉDIA EM SANTA CATARINA

O GAE POA, amigos e simpatizantes da causa animal estamos solidários com o sofrimento do povo catarinense. A mobilização do governo federal e dos Estados brasileiros, bem como da população do país, tem por dever aplacar as necessidades imediatas dos desassistidos.
Entre as vítimas da tragédia, estão também os animais que só contam com iniciativas de poucas ONGs. Muitos cães têm sido encontrados mortos, presos a coleiras nos pátios de suas casas, gatos ficaram nos apartamentos, sem que seus donos tivessem conseguido salvá-los.
Centenas seguem nos telhados e nas árvores sobre as águas.
Nosso apelo, neste momento, é para que, além da ajuda oferecida aos humanos, também se façam donativos para os grupos que estão tentando resgatar e tratar animais.

Itajaí
O apelo da ONG Viva Bicho dá conta de que os animais não têm como pedir socorro e não conseguem se ajudar sozinhos.
Muitos estão ilhados, sem comida, com medo, frio, à espera de ajuda.
Cães e gatos sobreviventes vagam pelas ruas à procura de suas famílias e de alimentação.
Apela-se aos moradores que tentem alimentar os animais que estão na rua.
Não há ração disponível para compra na cidade, precisando ser enviada de outros lugares. Qualquer doação reverterá na ajuda imediata para resgate e tratamento dos animais sobreviventes.

Contato: Bianca - Ong Viva Bicho - (47) 8425-1459 / 9903-5441
Banco do Brasil
Ag. 1489-3 cc 20793-4
Associação Viva Bicho
CNPJ 06 156 776 / 0001 - 81


Blumenau
Segundo informes da APRABLU - Associação Protetora de Animais de Blumenau, há muitos animais ilhados e também perdidos pela cidade, e a ONG pede que os moradores tentem alimentar e confortar os animais que encontrem.
A Associação pede com urgência doações para compra de medicamentos, alimentação, condições de abrigagem, cordas e potes.

Contato para doações:
e-mail: aprablu@terra. com.br (Bárbara)
Caixa Econômica Federal (ou lotéricas)
Ag.411
Op. 013
C/C 187-5
Simone Ruth Stoltz


Florianópolis
Menos atingida do que as cidades do interior, a capital de Santa Catarina, por meio de integrantes do GAE Floripa e do É o Bicho organizam o envio de estoque de rações a Itajaí, já contando com uma forma de transporte para sábado.
Contato para apoiar com doações: e-mail: ordepdarc@gmail.com (Pedro)


Não deixe de doar, mesmo um valor "pequeno". Neste momento, qualquer real vai ajudar. Repasse esta mensagem aos seus contatos, vamos nos juntar aos animais vítimas das enchentes de SC.
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Att, Voluntárias
AAPA - ASSOCIAÇÃO ARARAQUARENSE DE PROTEÇÃO AOS ANIMAIS

Visite nosso site: www.aapanimais.com.br
Para esterelização, adoção e denúncias de maus-tratos: 97040593
contatoaapa@gmail.com
nossosbichos@uol.com.br